Dicas Práticas 18/09/2026 Equipe Hidroimagem 1 visualizações

Marcação de poço com geofísica: como funciona

[NOTA PARA SUA REVISÃO — apague este parágrafo antes de publicar] Confira o posicionamento comercial: a marcação/locação de poço é serviço que a Hidroimagem oferece diretamente, ou o CTA deve encaminhar para a CorpGeo (perfuração)? O texto está neutro; ajuste a chamada final conforme sua decisão.

Perfurar um poço é um investimento alto — e perfurar no lugar errado é o jeito mais caro de descobrir que a água não estava ali. A marcação de poço com geofísica (também chamada de locação de poço) é o estudo feito antes da perfuração para indicar, com base em medições físicas do terreno, onde estão as melhores chances de encontrar água em quantidade.

O que é a marcação de poço

É um levantamento de superfície: equipamentos medem propriedades do subsolo (principalmente a resistividade elétrica das rochas) sem perfurar nada. Rocha seca, rocha fraturada com água e camadas de areia saturada respondem de formas diferentes — e é esse contraste que revela os alvos.

Os métodos mais usados

  • SEV (Sondagem Elétrica Vertical): mede a resistividade em profundidade num ponto, estimando as camadas — a que profundidade começa o aquífero, a espessura da zona saturada, a profundidade do embasamento.
  • Caminhamento elétrico: percorre uma linha no terreno mapeando variações laterais — ideal para achar zonas de fratura em rocha cristalina.
  • Análise de lineamentos: em áreas de rocha dura, imagens de satélite e relevo indicam os alinhamentos de fratura que a geofísica de campo depois confirma.

Onde a marcação faz mais diferença

Em aquífero cristalino (rocha dura: granito, gnaisse, basalto fraturado), a água circula apenas nas fraturas — perfurar 30 metros ao lado de uma fratura produtora pode significar poço seco. É o cenário onde a geofísica mais evita prejuízo. Em aquíferos sedimentares espessos e bem conhecidos, o risco de poço seco é menor, mas a marcação ainda ajuda a definir a profundidade ideal e a evitar surpresas.

O que você recebe no final

Um relatório com os pontos recomendados de perfuração (coordenadas), a profundidade estimada do alvo, e a interpretação das medições. Esse documento também orienta o perfurador sobre o que esperar — e serve de base para o projeto do poço.

E depois de perfurar?

A geofísica continua útil: a perfilagem geofísica desce sondas no poço pronto para confirmar onde estão as entradas de água e orientar o posicionamento de filtros — o complemento natural da marcação. Veja um estudo de caso em aquífero fraturado.

Perguntas frequentes

A geofísica garante que vai ter água?

Não — nenhum método garante. Ela reduz muito o risco: transforma um palpite em uma decisão baseada em medições. Em rocha cristalina, estudos do setor apontam redução expressiva de poços secos quando há locação bem feita.

Quanto custa marcar um poço?

Uma fração do custo da perfuração — e muito menos que um poço seco. O valor depende do tamanho da área e do número de medições; peça orçamento com as características do terreno.

Funciona em qualquer terreno?

Sim, mas o método muda conforme a geologia. Áreas urbanas com interferência elétrica ou aterros podem exigir adaptações — por isso o estudo começa entendendo o contexto geológico local.

Vai perfurar um poço? Fale com a Hidroimagem antes de escolher o ponto: peça uma avaliação.

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