Nenhum poço é perfeitamente vertical — toda perfuração apresenta algum desvio. O problema começa quando esse desvio ultrapassa os limites tolerados pelo equipamento de bombeamento. A medição de verticalidade e alinhamento existe exatamente para verificar isso antes que a bomba desça pelo poço.
O que acontece em um poço desalinhado
- Desgaste prematuro da bomba: o conjunto motobomba trabalha encostado na parede do revestimento, sofrendo atrito e vibração contínuos;
- Dificuldade de instalação e remoção: em desvios acentuados, a coluna pode travar durante a descida — ou pior, durante uma manutenção futura;
- Danos à tubulação edutora: flexões repetidas geram fadiga em roscas e conexões;
- Restrição do diâmetro útil: um poço torto "engole" parte do espaço disponível para o equipamento.
Como a medição é feita
A sonda de verticalidade registra, de forma contínua, o ângulo de desvio em relação à vertical e o azimute (direção do desvio) ao longo de toda a profundidade. O resultado é um perfil que mostra exatamente onde o poço deflete e o quanto — informação que permite ao projetista decidir a profundidade segura de instalação da bomba e o diâmetro máximo viável do equipamento.
Quando medir
- Na entrega do poço novo: para verificar a conformidade da perfuração com o projeto antes do aceite;
- Antes de instalar bomba de maior diâmetro: ao ampliar a capacidade de bombeamento de um poço existente;
- Quando há histórico de travamentos: se equipamentos já prenderam durante instalação ou remoção.
O custo de um teste de verticalidade é uma fração do preço de uma bomba submersa — e menor ainda diante do custo de um equipamento perdido em poço por travamento.
A medição costuma ser combinada com o perfil caliper, formando um retrato geométrico completo do poço. Veja os detalhes da nossa sonda de verticalidade ou solicite um orçamento.