Dicas Práticas 22/10/2026 Equipe Hidroimagem 2 visualizações

Tipos de poço: cacimba, semiartesiano, artesiano e tubular

Cacimba, poço caipira, semiartesiano, artesiano, tubular: o mesmo poço pode ser chamado de nomes diferentes dependendo da região e de quem fala. Saber qual é o seu tipo de poço ajuda a entender de onde vem a água, quanto ela está protegida e que manutenção ele precisa.

Poço escavado: cacimba, poço caipira ou poço amazonas

É o poço cavado, em geral manualmente, com diâmetro grande e pouca profundidade. Ele capta a água do lençol freático, a camada de água mais rasa do terreno.

Poço ponteira

É um tubo de pequeno diâmetro, com uma ponteira filtrante na extremidade, instalado em terreno arenoso. É comum no litoral e em áreas de areia, e também capta água rasa. Tem as mesmas fragilidades do poço escavado quanto à contaminação e à seca.

Poço semiartesiano

No sentido técnico, é o poço em que a água sobe dentro do tubo acima do ponto onde foi encontrada, por causa da pressão do aquífero, mas não chega a jorrar na superfície. No uso comercial, o nome também é usado para poços tubulares de profundidade média. Na prática, quase todo poço semiartesiano é um poço tubular, e precisa de bomba.

Poço artesiano

No sentido técnico, é o poço que capta um aquífero confinado, com água sob pressão entre camadas impermeáveis. Quando a pressão é suficiente para a água sair sozinha na superfície, ele é chamado de poço jorrante. No Brasil, porém, "artesiano" virou o nome popular de qualquer poço profundo. Veja a diferença técnica em poço artesiano ou tubular: qual a diferença e o que muda entre aquífero livre e confinado.

Poço tubular profundo

É a definição construtiva: um poço perfurado por máquina e revestido com tubos de aço ou PVC, com filtros na altura das camadas que produzem água, pré-filtro e cimentação para isolar a água rasa. Pode captar aquífero livre ou confinado. É o tipo usado em indústrias, condomínios, prefeituras e propriedades rurais que precisam de vazão maior e água mais protegida.

Veja no vídeo: Poço artesiano por dentro: o tubo, as emendas e a água

Comparação rápida

TipoProfundidadeProteção da água
Cacimba / caipiraRasaBaixa
PonteiraRasaBaixa
SemiartesianoMédiaDepende da obra
ArtesianoEm geral profundaAlta, se bem construído
Tubular profundoProfundaAlta, se bem construído

Como saber qual é o seu poço

O diâmetro da boca, a profundidade e o tipo de bomba dão as primeiras pistas: boca larga e água rasa indicam poço escavado; tubo estreito e bomba submersa indicam poço tubular. Os dados de verdade estão no perfil construtivo, o documento que mostra profundidade, diâmetros, posição dos filtros e do revestimento. Se o seu poço não tem esse documento, a filmagem reconstitui a estrutura. Veja poço sem documentos: como descobrir a profundidade e a estrutura.

O que muda na manutenção

  • Poço escavado e ponteira: atenção à tampa, à laje, à distância de fossas e à análise de água frequente.
  • Poço tubular, semiartesiano ou artesiano: além da análise, inspeção periódica do revestimento e dos filtros, que só a filmagem mostra. Veja quando inspecionar o poço.

Perguntas frequentes

Poço semiartesiano precisa de outorga?

Em geral, toda captação de água subterrânea precisa ser regularizada no órgão estadual, por outorga ou por cadastro de uso, conforme o estado e o volume captado. Veja quando a outorga é obrigatória.

Qual tipo de poço tem a água mais segura?

O poço tubular bem construído, com revestimento íntegro, cimentação e proteção sanitária, porque capta água mais profunda e isolada da superfície. Um poço profundo mal construído, porém, pode ser contaminado como qualquer outro.

Poço artesiano e poço tubular são a mesma coisa?

Na linguagem popular, sim. No sentido técnico, artesiano se refere ao tipo de aquífero, confinado e sob pressão, e tubular se refere à forma de construção.

Quer saber como o seu poço é por dentro? A Equipe Hidroimagem faz a filmagem e a perfilagem de poços tubulares em todo o Brasil, desde 1989. Fale com a nossa equipe.

O seu poço está passando por isso?

Cada poço é um caso. Conte o que está acontecendo e a gente responde — inclusive se a filmagem não for necessária. Quando ela é, mostra a causa por dentro, com a profundidade exata, e o laudo orienta o conserto certo.

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